sábado, 2 de novembro de 2013

Gravidade

 
Desde sempre estamos acostumados a assistir filmes relacionados ao espaço. Não sei se o universo ainda é a grande dúvida e especulação da humanidade, mas o fato é que há muitos filmes de diferentes épocas com essa temática. O primeiro filme de ficção científica chamado  Viagem à Lua lançado em 1902, dirigido pelos irmãos Georges e Gaston Méliès, tratava exatamente disso: a descoberta do "novo". Eis que em pleno século XXI, ainda temos lançamentos que tratam desse tema, e em Gravidade ele é tratado de uma maneira extremamente tensa.
 
A ficção científica se passa no espaço, na órbita terrestre, a 600 quilômetros de altura. Nela, uma equipe de astronautas e cientistas instala novas partes no telescópio Hubble quando chega o alerta: uma nuvem de detritos está chegando em alta velocidade à sua posição. Em minutos, toda a segurança da nave se vai, e restam apenas a Dra. Ryan Stone (Sandra Bullock) e o comandante da missão, Matt Kowalsky (George Clooney), indefesos vagando pelo espaço. Pronto, o filme lida com essa situação do início ao fim.
 
O longa do diretor mexicano Alfonso Cuarón é um deleite técnico, afinal, segurar 90 minutos com apenas dois personagens em cena não é algo fácil. Mas ele consegue, e consegue sem erros. Claro que com dois atores maduros e consagrados é mais fácil, porém toda a parte técnica está impecável.
 
 
Todos os efeitos e cenários estão excelentes. Eu não gosto de filmes em 3D (acredito que esse efeito estrague a fotografia do filme), mas admito que  neste caso ele está perfeito. É um exemplo que deve ser seguido, todas as cenas estão ótimas e o 3D até ajuda a aumentar o clima tenso da trama. Explosões em gravidade zero e longos e aflitivos planos sem cortes que passeiam de dentro para fora dos capacetes dos personagens enquanto eles discutem sua situação fazem aumentar mais ainda o clima enervado. E para completar a alternância entre som e silêncio amplifica o drama e a excelente trilha sonora aflitiva de Steven Price entra apenas em momentos cruciais. Sem contar que a animação (o filme é quase que todo em computação gráfica) é formidável. Acredito que haverá algumas indicações ao Oscar para o ano que vem.
 
Por mais que o tema não seja criativo, a maneira como Cuarón nos apresenta o problema a ser resolvido é original. Afinal, aqui não vemos apenas a luta pela sobrevivência de astronautas perdidos no infinito do espaço, vemos grandes significados e a luta contra solidão, fragilidade e autocontrole do ser humano.
 
 
 
9 PIPOCAS!
 
 
Ficha técnica:
 
Gravity – EUA, 2013 – 90 min.
 
Direção: Alfonso Cuarón
 
Roteiro: Alfonso Cuarón, Jonás Cuarón
 
Elenco: Sandra Bullock, George Clooney, Eric Michels, Basher Savage, Paul Sharma
 


 
Trailer (legendado):
 
 

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