sábado, 16 de novembro de 2013

Thor – O Mundo Sombrio

 
Lançado dois anos após o seu antecessor, o filme Thor – O Mundo Sombrio continua a chamada "segunda fase" da Marvel Comics nos cinemas. Este ano, já tivemos o Homem de Ferro 3, e ano que vem para completar a etapa, teremos Capitão América 2 – O Soldado Invernal e Guardiões da Galáxia. Claro que, como já foi estabelecido, todos os filmes se "integram" de alguma maneira, e nesse específico, fica mais claro ainda esse conceito.
 
A trama começa depois de os eventos de Os Vingadores. Loki (Tom Hiddleston) está preso em Asgard, que celebra as últimas batalhas pela pacificação dos Nove Reinos. A hora de coroar um novo rei se aproxima, mas uma ameaça ancestral ressurge na forma de Malekith (Christopher Eccleston), o rei dos Elfos Negros, uma raça que foi subjugada há 5 mil anos pelo avô de Thor, Bor, e que se acreditava destruída.
 
 
Para começar, diferente do primeiro filme, a história se passa quase toda em Asgard. E isso é um ponto positivo, pois toda a mística e mitologia da Cidade Dourada é melhor explorada e desenvolvida. Toda a sua arquitetura e tecnologia é bem retratada. Vimos também mais batalhas e exércitos em ação. Sem contar a raça vilã dos Elfos Negros que dá um toque à la Senhor dos Anéis no filme.
 
Lamentavelmente, a história continua tendo seus pontos fracos. Há uma coincidência relacionada a Jane Foster (Natalie Portman) que é preguiça de roteiro. Entende-se que o filme precise relacionar seus dois núcleos e dar importância à "mocinha", mas há improbabilidades colossais aí. As motivações genéricas do vilão também são um tanto cansadas, mas ele é tão cheio de presença que é possível não ligar.
 
 
O destaque é a ação e o humor que são realizados de uma maneira bem equilibrada. Talvez aja um pouco de exagero em ambos no terceiro ato do filme (como a cena do Thor no metrô); mas nada que chegue a estragar o andamento da história. Mais uma vez o ator Tom Hiddleston se destaca com sua atuação e é muito bem aproveitado. Thor (Chris Hemsworth)  também está mais parecido com o personagem dos quadrinhos. Me lembrou bastante quando ele usa seus poderes e o martelo. Fãs vão gostar com certeza.
 
 Thor – O Mundo Sombrio é um passo adiante tanto para a franquia como para o Universo Marvel cinematográfico, e introduz uma sequência durante os créditos relacionada a Guardiões da Galáxia que promete o filme mais insano da empresa até aqui. A Marvel deve seguir sendo a Marvel por mais algum tempo, felizmente.
 
 
8 PIPOCAS!
 
 
 
Ficha técnica:
 
Thor – The Dark World – EUA,  2013 – 112 min.    
 
Direção: Alan Taylor
 
Roteiro: Don Payne, Robert Rodat 
 
Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Stellan Skarsgård, Christopher Eccleston, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Kat Dennings, Ray Stevenson, Zachary Levi, Tadanobu Asano, Jaimie Alexander, Rene Russo, Anthony Hopkins, Chris O'Dowd, Clive Russell, Graham Shiels, Richard Whiten
 


 
Trailer (legendado):
 
 
 

sábado, 2 de novembro de 2013

Gravidade

 
Desde sempre estamos acostumados a assistir filmes relacionados ao espaço. Não sei se o universo ainda é a grande dúvida e especulação da humanidade, mas o fato é que há muitos filmes de diferentes épocas com essa temática. O primeiro filme de ficção científica chamado  Viagem à Lua lançado em 1902, dirigido pelos irmãos Georges e Gaston Méliès, tratava exatamente disso: a descoberta do "novo". Eis que em pleno século XXI, ainda temos lançamentos que tratam desse tema, e em Gravidade ele é tratado de uma maneira extremamente tensa.
 
A ficção científica se passa no espaço, na órbita terrestre, a 600 quilômetros de altura. Nela, uma equipe de astronautas e cientistas instala novas partes no telescópio Hubble quando chega o alerta: uma nuvem de detritos está chegando em alta velocidade à sua posição. Em minutos, toda a segurança da nave se vai, e restam apenas a Dra. Ryan Stone (Sandra Bullock) e o comandante da missão, Matt Kowalsky (George Clooney), indefesos vagando pelo espaço. Pronto, o filme lida com essa situação do início ao fim.
 
O longa do diretor mexicano Alfonso Cuarón é um deleite técnico, afinal, segurar 90 minutos com apenas dois personagens em cena não é algo fácil. Mas ele consegue, e consegue sem erros. Claro que com dois atores maduros e consagrados é mais fácil, porém toda a parte técnica está impecável.
 
 
Todos os efeitos e cenários estão excelentes. Eu não gosto de filmes em 3D (acredito que esse efeito estrague a fotografia do filme), mas admito que  neste caso ele está perfeito. É um exemplo que deve ser seguido, todas as cenas estão ótimas e o 3D até ajuda a aumentar o clima tenso da trama. Explosões em gravidade zero e longos e aflitivos planos sem cortes que passeiam de dentro para fora dos capacetes dos personagens enquanto eles discutem sua situação fazem aumentar mais ainda o clima enervado. E para completar a alternância entre som e silêncio amplifica o drama e a excelente trilha sonora aflitiva de Steven Price entra apenas em momentos cruciais. Sem contar que a animação (o filme é quase que todo em computação gráfica) é formidável. Acredito que haverá algumas indicações ao Oscar para o ano que vem.
 
Por mais que o tema não seja criativo, a maneira como Cuarón nos apresenta o problema a ser resolvido é original. Afinal, aqui não vemos apenas a luta pela sobrevivência de astronautas perdidos no infinito do espaço, vemos grandes significados e a luta contra solidão, fragilidade e autocontrole do ser humano.
 
 
 
9 PIPOCAS!
 
 
Ficha técnica:
 
Gravity – EUA, 2013 – 90 min.
 
Direção: Alfonso Cuarón
 
Roteiro: Alfonso Cuarón, Jonás Cuarón
 
Elenco: Sandra Bullock, George Clooney, Eric Michels, Basher Savage, Paul Sharma
 


 
Trailer (legendado):