domingo, 11 de agosto de 2013

Wolverine – Imortal

 
Wolverine é o segundo personagem mais vendável da Marvel Comics (só perde para o Homem-Aranha), logo, não é à toa que o cinema explora ele ao máximo. Além de ser o "protagonista" nos três longas dos X-Men, ele teve um filme solo (com certeza uma das piores adaptações já realizadas) e quatro anos depois, estreia mais um longa nos cinemas, Wolverine – Imortal.
 
Após a morte de Jean Grey, Wolverine se sente extraído do mundo e não vê mais propósito para viver, e mais uma vez se entrega ao espírito medíocre vivendo nos bares e becos. É quando um homem que teve sua vida salva por Logan a décadas atrás, está a sua procura. Então Wolverine viaja para o Japão para poder revê-lo. E em gratidão por ter salvo a sua vida, seu amigo então lhe oferece a mortalidade.
 
 
O filme foi todo baseado na história em quadrinhos de Chris Claremont e Frank Miller intitulada Eu Wolverine (1982), em que Logan viaja ao Japão para recuperar o amor da bela Mariko Yashida. A ambientação e algumas referências da história são nítidas, mas há  uma vasta liberdade em relação aos quadrinhos. A começar pelo motivo que leva o herói ao Japão. Isso foi o que mais me desagradou, pois o Wolverine nunca foi imortal. Nas HQs é bem claro que ele envelhece, porém de uma maneira mais devagar do que as pessoas comuns, graças ao seu fator de cura. Apesar disso, todos os personagens japoneses – inéditos no cinema – são bem desenvolvidos e sua relação com o mutante é satisfatória. A ambientação também agrada, é raro um filme considerado blockbuster de Hollywood ter tantos trechos com legendas e ser respeitoso à tradição que está sendo retratada. Todos os cenários são lindos. Vimos desde a periferia de Tóquio, com ruas cheias, prédios pequenos e comércio de rua, até vilarejos modestos e paisagens deslumbrantes.
 
 
Até certo ponto, o filme não parece ser um filme de super-heróis convencional. Tem sensibilidade e paciência ao retratar os momentos entre Logan (Hugh Jackman) e Mariko (Tao Okamoto). As cenas de ação são boas, bem coreografadas com estética que lembram muito os quadrinhos. Com exceção apenas da sequência do trem bala que achei extremamente exagerada. Porém, as concessões do clímax, que tenta recuperar o entusiasmo que acredita ter perdido no desenvolvimento tranquilo do filme é com certeza o erro do longa. Explodem aí na tela os vilões cartunescos, que explicam seus planos, demonstram poderes e cometem suas atrocidades, no caminho devastando um dos grandes personagens japoneses da Marvel, o Samurai de Prata.
 
Felizmente, o saldo é positivo e, diferente das expectativas, não vai enterrar a franquia do mutante no cinema. Não julguem o pobre Logan pelo seu último filme solo. E assistam a cena pós-créditos, ela é um teaser referente ao próximo filme mutante X-Men – Dias de um Futuro Esquecido!
 
 
7 PIPOCAS!
Ficha técnica:
 
The Wolverine – EUA, 2013 – 126 min.
 
Direção: James Mangold
 
Roteiro: Mark Bomback, Scott Frank
 
Elenco: Hugh Jackman, Famke Janssen, Svetlana Khodchenkova, Hal Yamanouchi, Tao Okamoto, Hiroyuki Sanada, Rila Fukushima, Brian Tee, Will Yun Lee
 


 
Trailer (legendado):
 
 

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