quinta-feira, 5 de maio de 2011

Thor

Antes de qualquer coisa, quero dizer que sou um fã incondicional de histórias em quadrinhos, principalmente de super-heróis da Marvel Comics, então, fica de aviso que essa crítica vai ser bem rigorosa, afinal, fã que é fã deve sempre exigir o máximo quando seus personagens favoritos são adaptados para qualquer tipo de mídia. Resumindo, vou analisar o filme não apenas como um telespectador, e sim como um fã chato de carteirinha.

Todos os filmes de super-heróis da Marvel que existem até hoje, foram adaptados por diversos estúdios, por exemplo: X-Men pertence a 20th Century Fox, já o Homem-Aranha pertence a Sony, ela vende os direitos de adaptação e "perde" o direito de controlar o que fazem com suas obras. Porém, isso mudou. Em 2008 o Marvel Studios lança seu primeiro filme, o Homem de Ferro. Com a resposta positiva, tanto da crítica, quanto do público, ela decide seguir em frente, fazendo as suas próprias adaptações cinematográficas. Na sequência do ano foi lançado O Incrível Hulk, e em 2010, Homem de Ferro 2. E nesse ano, ela lança a sua quarta adaptação, Thor.

Thor foi criado por Stan Lee e Jack Kirby em 1962, e desde o início mostrou-se ser um personagem carismático, que conquistou um grande número de leitores. Os traços firmes e marcantes de Kirby, com a narrativa empolgante e instigante de Stan, garantiram a permanência desse herói nas bancas de revistas, iniciando uma tradição que já dura quase 50 anos. Logicamente que um personagem com tantos anos de sucesso, seria uma opção para se realizar um filme.


Em Thor, conhecemos os asgardianos, seres imortais de outra dimensão, confundidos pelos vikings com deuses, iniciando a mitologia nórdica. Thor (Chris Hemsworth) é um príncipe desse povo, um jovem impetuoso e orgulhoso, cujas ações desencadeiam uma nova guerra contra os Gigantes do Gelo, liderados pelo rei Laufey (Colm Feore). Banido para a Terra pelo seu pai Odin (Anthony Hopkins), ele precisa aprender lições de humildade se quiser se tornar digno de brandir novamente sua arma, o martelo Mjolnir, e com ele, seu poder imortal.

O filme deve ser analisado em dois aspectos: o primeiro é a parte da história que se passa em Asgard, a cidade dourada. Os cenários ficaram ótimos, é uma riqueza de detalhes e uma fotografia que impressionam. Os figurinos, armamentos, as cores, e os diálogos que acontecem lá são de encher os olhos. É claro que teve algumas adaptações em relação aos quadrinhos, principalmente a Ponte do Arco-Íris, mas conseguiram transmitir muito bem tudo aquilo que representa a cidade dos deuses. O segundo aspecto é a parte que se passa na Terra. Após ser banido, Thor encontra acidentalmente o núcleo formado por Jane Foster (Natalie Portman), Doutor Selving (Stellan Skarsgard) e Darcy (Kat Dennings). A necessidade de tornar a trama mais aceitável ao grande público, obriga o roteiro a trazer situações e relações mais próximas da realidade do espectador. E isso faz com que a qualidade da história caia. Situações forçadas, um humor em certas cenas desnecessário e um romance entre Thor e Jane incompreensível, afinal, basta uma conversinha na beira da fogueira para os dois se apaixonarem, e um virar o grande amor da vida do outro? E senti falta também, de uma grande demonstração do poder de Thor, afinal, ele é um Deus do Trovão! Um dos personagens mais fortes do universo Marvel.

Eu achava que Chris Hemsworth não daria conta de interpretar Thor, mas me enganei. Talvez ele não tenha ficado tão bom quanto Hugh Jackman interpretando Wolverine, mas deu conta do recado. Na cena onde discute com Odin, nos deixa claro o lado arrogante e prepotente de Thor. Mas, indiscutivelmente Anthony Hopkins e Tom Hiddleston (Loki) são os atores que merecem destaque. Hopkins como Odin, nos transmite toda a nobreza do personagem, e Tom caiu como uma luva para o papel de Loki, me convenceu do começo ao fim. Diria até que sem ele, o filme não seria o mesmo. Agora, o que realmente me impressinou foram os Gigantes de Gelo, e o Destruidor, ficaram perfeitos! A Marvel se preocupou demais em deixá-los bem fiéis aos quadrinhos, e isso me agradou muito. A melhor caracterização de vilões que o Marvel Studios realizou, sem dúvidas.

Thor serve para nos apresentar o lado fantasioso do universo Marvel, pois até então, só conhecíamos o lado baseado na ciência. Além de continuar o link entre os personagens e filmes, afinal é o grande diferencial da Marvel, personagens que se encontram, que fazem parte do mesmo universo. Já aguardo ansiosamente por Capitão América – O Primeiro Vingador, e ano que vem, Os Vingadores (filme que reunirá Hulk, Homem de Ferro, Thor e Capitão América), e aqui fica uma dica: assistam a cena após os créditos, pois ela nos dá uma ideia do que podemos esperar para Os Vingadores.


7 PIPOCAS!



Ficha técnica

Thor – EUA, 2011 – 114 min.

Direção: Kenneth Branagh

Roteiro: J. Michael Straczynski, Mark Protosevich

Elenco: Natalie Portman, Chris Hemsworth, Anthony Hopkins, Ray Stevenson, Kat Dennings, Stellan Skarsgard, Idris Elba, Tom Hiddleston, Rene Russo, Jaimie Alexander, Colm Feore, Clark Gregg, Tadanobu Asano, Jeremy Renner


SESSÃO SPOILERS!

Durante o filme acontece uma participação especial de Clint Barton, o Gavião Arqueiro. Ele não aparece de uniforme, mas chega a quase usar o arco. Você sabe que ele é o Gavião, pois seu nome é dito por um agente da SHIELD. Fica claro que ele vai ser um personagem aproveitado em outro filme. Agora vou descrever a cena pós-créditos: o professor Erik Selving, é convidado a entrar numa instalação da SHIELD, onde ele encontra Nick Fury (Samuel L. Jackson). Ele então diz a Selving que a SHIELD fez novas descobertas referentes às dimensões paralelas. Fury abre diante do professor uma maleta de metal, que contém, segundo ele, "uma fonte infinita de poder" que querem aprender a controlar, e revela o Cubo Cósmico! E um reflexo no vidro, ao lado do professor, revela que na verdade ele está sendo manipulado por Loki.

2 comentários:

Ricardo disse...

Caramba! Você deu 7 pipocas para o Thor?? Eu daria no mínimo 9!! Tudo bem que eu nunca li uma história em quadrinhos na vida, mas esse filme ficou muito bom! A melhor adaptação de todas!

Thiago Sakowski disse...

Olá Ricardo! Como você mesmo leu, eu fiz essa crítica de uma forma bem rígida, pois sou um fã super chato de histórias em quadrinhos, então, quando acontecem essas adaptações, eu sempre quero o melhor e mais fiel possível! rs... e na minha opinião as melhores adaptações de super-heróis Marvel para o cinema foram Homem-Aranha 1 e 2 e X-Men 1 e 2 e Homem de Ferro! Vamos esperar por Vingadores! Obrigado pelo comentário!