terça-feira, 17 de maio de 2011

Nacho Libre

Como todos sabem, eu amo assistir filmes. Gosto de todos os gêneros, porém, comédias são o que menos assisto. Foram pouquíssimas que realmente me agradaram. Pode ser um pré-conceito, mas eu não me interesso facilmente por esse gênero. Mas, quando eu assisti Jack Black em Escola de Rock (School of Rock, 2003), meu conceito mudou, por causa dele eu comecei a me interessar mais por comédias. Desde o lançamento de Nacho Libre nos Estados Unidos, esperei ansioso para vê-lo, o triste é que o filme não teve retorno de bilheteria e foi lançado aqui direto em DVD. E após tanto tempo de espera, consegui assisti-lo e não me decepcionei.

No filme, Jack Black vive Ignacio, um padre mexicano que à noite veste a máscara de Nacho e participa de lutas-livres para ajudar o orfanato do monastério em Oaxaca. A primeira coisa que se nota em Nacho Libre é a fotografia. Carregada nas cores, deixa tudo mais vivo, em certos momentos lembra muito um desenho animado. Com a ideia cômica do roteiro, combinou perfeitamente.

Não imagino outro ator para interpretar Ignacio. Jack Black mais uma vez toma a cena! Com uma atuação inspirada, seu jeito peculiar de andar, saltar, pronunciar palavras fazendo caretas, tudo está excelente. Faz uma ótima dupla com Héctor Jiménez, que interpreta Esqueleto, um morador de rua que se torna parceiro de luta de Nacho. Não há uma cena dos dois juntos que não tenha graça, os dois são cômicos do começo ao fim. Quando achamos que já é tempo da dupla ganhar uma no ringue, eles se ferram de novo. Aliás, as lutas são o que há de melhor no filme. Todas engraçadíssimas. Você já imaginou alguma vez uma dupla de anões canibais praticando luta-livre? Pois é, em Nacho Libre isso acontece. A luta final também merece ser conferida. Diversão garantida. Todos os personagens possuem uma relação de amor e ridicularização, desde o inglês que Nacho fala errado, com sotaque espanhol, até o pequeno Chancho (Darius Rose), garoto que vive no orfanato do monastério e que não demora a virar um mini-herói também.

Claro que tudo isso tem relação direta com o estilo do diretor Jared Hess. Muitos cineastas exploram estereótipos para fazer graça. Jared faz isso ao extremo. As minorias, os marginalizados, disprivilegiados são tratados ao mesmo tempo com escárnio e com carinho. Tanto que durante o filme o espectador aprende a adorar Esqueleto, de tanto que o personagem "sofre" ao longo da história.

Nacho Libre contém todos os elementos que uma boa comédia deve ter: roteiro inteligente e inovador, piadas criativas – não apelativas, bom texto e ótimas interpretações. É um filme cativante. Por causa de Jack Black meu gosto por comédias mudou e por causa de Nacho Libre digo que ele definitivamente mudou.


8 PIPOCAS!


Ficha técnica

Nacho Libre
– EUA, 2006 – 92 min.

Direção:
Jared Hess

Roteiro:
Jared Hess, Jerusha Hess, Mike White

Elenco:
Jack Black, Ana de la Reguera, Héctor Jiménez, Darius Rose, Moises Arias, Eduardo Gómez, Rafael Montalvo, Julio Sandoval, Enrique Muñoz, Carla Jimenez, Agustín Rey, Troy Gentile, Peter Stormare

3 comentários:

Mariana Dias disse...

HAHAHAHA! Adorei esse filme! Jack Black é o melhor comediante do século 21! Sem dúvidas! Adorei o seu blog! Continue com ele! beijos XD

Thiago Sakowski disse...

Oie Mariana! Realmente Jack Black é muito bom! Assista Rebobine Por Favor, ele está ótimo nesse filme também! Beijos, obrigado pelo comentário!

Watcher disse...

Hehehe adorei a critica! Vou alugar na locadora do Paulo Coelho hehe