sexta-feira, 13 de maio de 2011

Diário dos Mortos

Eu adoro zumbis, não sei ao certo o porque, mas eu os adoro. Se o mundo for realmente acabar, espero que ele acabe em um Apocalipse Zumbi, pelo menos vai ser mais divertido. E não a nada melhor do que o cinema para representá-los, nos ajudar a ter a sensação de como seria ver um zumbi de verdade, pena que existem poucos filmes realmente bons para isso. Quando Diário dos Mortos foi anunciado, me enchi de esperanças, pois, além da ideia, ele seria dirigido pelo mestre George A. Romero, responsável direto pela popularização dos zumbis no cinema, autor de clássicos como A Noite dos Mortos-Vivos (Night of the Living Dead, 1968) e Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead, 1978), mas de clássico esse filme não tem nada. Em nenhum sentido.

A trama conta a história de um grupo de universitários que resolve fazer um filme de terror em uma floresta. Quando menos esperam, são surpreendidos por notícias que os mortos estão voltando à vida. Pensando em criar algo real, os estudantes resolvem usar os mortos-vivos no projeto. A premissa da história é boa, mas infelizmente, nada aqui é bom.

O filme todo é feito com a técnica "câmera de mão", mesmo tendo diversos títulos com essa ideia, eu achava que seria possível criar uma boa atmosfera de terror dentro do universo zumbi, mas isso não acontece. Tudo é muito perfeito! Em certos momentos, chega até ser ridículo. Nada transmite a sensação de amadorismo que a técnica propõe, então pra que usá-la?

Os zumbis decepcionam. Nem os grunidos característicos que imortalizaram o cinema eles fazem. Sei que nos filmes de Romero, eles são mais uma presença do que o objetivo principal, mas bem caracterizados, fazem sim a diferença. E não há uma sequência realmente assustadora durante o filme inteiro, não fiquei com a sensação de ser perseguido por um morto-vivo. Até os zumbis da comédia Zumbilândia são mais assustadores. E não é esse o objetivo principal de um filme de terror? Fazer você sentir medo?

Não há nenhum ator que mereça um comentário positivo. Todos são ruins. Tudo bem que são jovens e com pouca experiência, mas isso não serve como desculpa. Com atuações fracas, não transmitem em nenhum momento a sensação de angústia, dor, sofrimento e desespero que qualquer um sentiria estando na posição dos personagens. As histórias em quadrinhos Os Mortos-Vivos (The Walking Dead), do roteirista Robert Kirkman, nos transmitem muito mais emoção e sentimento do que qualquer diálogo de Diário dos Mortos, aliás, quem gosta desse universo, deve obrigatoriamente ler Os Mortos-Vivos.

A grande ideia do filme, mostrar uma invasão zumbi nos dias de hoje, com todas as facilidades e tecnologias disponíveis, receber informações em tempo real e tudo mais, é promissora, mas se torna totalmente desinteressante e sem sentido. Decepção do começo ao fim. Espero que o grande George A. Romero, volte a fazer os seus clássicos que o consagrou como o pai do estilo Zombie Movie.

Se um dia você ver um zumbi, fuja! Se um dia você for assistir Diário dos Mortos, fuja mais depressa ainda!

1 PIPOCA!
Ficha técnica

Diary of the Dead
– EUA, 2007 – 95 min.

Direção:
George A. Romero

Roteiro: George A. Romero

Elenco: Nick Alachiotis, Matt Birman, George Buza, Joshua Close, Christopher Cordell, Wes Craven, Laura DeCarteret

2 comentários:

Romero disse...

Ah, n era tão ruim assim vai.

Thiago Sakowski disse...

Que honra! Mestre Romero comentou no meu blog! Auahauhauahua... mas me desculpe, esse filme é ruim demais... por favor, desista de filmar o segundo, tá? =P