segunda-feira, 30 de maio de 2011

Piratas do Caribe 4: Navegando em Águas Misteriosas

Da mesma maneira que eu gosto de zumbis, posso dizer que gosto de piratas. Também não entendo o motivo, mas eu adoro. Já tivemos diversos filmes que falam sobre os ladrões dos sete mares, mas sem sombra de dúvida o que eu mais gosto é Piratas do Caribe. Não é à toa que essa franquia vem batendo recordes em bilheteria. Porém, nessa nova aventura, fica claro que o interesse dos executivos de Hollywood é apenas a "ganância por tesouro". O mais do mesmo, de novo.

Na trama, o capitão Jack Sparrow (Johnny Deep) vai até Londres para resgatar Gibbs (Kevin McNally), integrante de sua tripulação do Pérola Negra. Lá ele descobre que alguém está usando seu nome para conseguir marujos em uma viagem rumo à Fonte da Juventude. Jack investiga e logo descobre que Angelica (Penélope Cruz), um antigo caso que abalou seu coração, é a responsável pela armação. Ela é a filha do lendário pirata Barba Negra (Ian McShane), que está próximo da morte. Desta forma, Angelica quer encontrar a Fonte da Juventude para que seu pai tenha mais alguns anos de vida. No encalço deles está o capitão Barbossa (Geoffrey Rush), que agora trabalha para o império britânico.

Dessa vez Sparrow aparece muito mais vezes do que nos outros títulos, competente como sempre, Johnny Deep se destaca, está incrível do começo ao fim. Ouso dizer que Piratas do Caribe não teria quatro filmes se não fosse por ele. Penélope Cruz cumpre bem o seu papel, que vai crescendo ao longo da história, provavelmente será uma personagem aproveitada para futuras sequências (principalmente depois da cena pós-créditos). Barba Negra está muito bem caracterizado e interpretado, tem o seu brilho, mas nem de longe ofusca a maestria da atuação de Bill Nighy que interpretou o vilão Davy Jones das outras edições.

Há poucos efeitos especiais, dentre eles os que dão vida as sereias e ao barco do Barba Negra. Aliás, o novo diretor da franquia não perdeu a chance de criar um romance totalmente descartável e sem sentido entre um emissário que foi feito prisioneiro (Sam Claflin) e a sereia Selena (Astrid Bergés-Frisbey), a presença dos dois é muito mais ornamental do que a do casal anterior (Elizabeth Swann e Will Turner), que pelo menos fazia a trama seguir. A trilha "heróica" mais uma vez marca presença e não deixa a desejar. É bem conduzida ao longo do filme.

Não tinha muitas expectativas quanto a esse filme, devido ao horror que foi o último da franquia, mas digo que não fiquei decepcionado com mais um Piratas do Caribe. Com certeza não é o melhor da série, mas vale a pena ser conferido. Cumpre bem a sua proposta, que é divertir e entreter (apesar de ser muito longo, poderia ser menor) e é bom para relaxar e passar um tempo com amigos ou família, eu assisti com os meus pais e eles se divertiram muito. Fica claro que Deep leva a franquia nas costas, mas quem se importa? Vida longa ao Capitão Jack Sparrow!





7 PIPOCAS!




Ficha técnica

Pirates oh the Caribbean: On Stranger Tides – EUA, 2011 – 137 min.

Direção:
Rob Marshall

Roteiro:
Ted Elliot, Terry Rossio

Elenco: Johnny Deep, Penélope Cruz, Geoffrey Rush, Ian McShane, Kevin MacNally, Sam Claflin, Astrid Bergés-Frisbey, Stephen Graham, Keith Richards, Richard Griffiths, Oscar Jaenada











terça-feira, 17 de maio de 2011

Nacho Libre

Como todos sabem, eu amo assistir filmes. Gosto de todos os gêneros, porém, comédias são o que menos assisto. Foram pouquíssimas que realmente me agradaram. Pode ser um pré-conceito, mas eu não me interesso facilmente por esse gênero. Mas, quando eu assisti Jack Black em Escola de Rock (School of Rock, 2003), meu conceito mudou, por causa dele eu comecei a me interessar mais por comédias. Desde o lançamento de Nacho Libre nos Estados Unidos, esperei ansioso para vê-lo, o triste é que o filme não teve retorno de bilheteria e foi lançado aqui direto em DVD. E após tanto tempo de espera, consegui assisti-lo e não me decepcionei.

No filme, Jack Black vive Ignacio, um padre mexicano que à noite veste a máscara de Nacho e participa de lutas-livres para ajudar o orfanato do monastério em Oaxaca. A primeira coisa que se nota em Nacho Libre é a fotografia. Carregada nas cores, deixa tudo mais vivo, em certos momentos lembra muito um desenho animado. Com a ideia cômica do roteiro, combinou perfeitamente.

Não imagino outro ator para interpretar Ignacio. Jack Black mais uma vez toma a cena! Com uma atuação inspirada, seu jeito peculiar de andar, saltar, pronunciar palavras fazendo caretas, tudo está excelente. Faz uma ótima dupla com Héctor Jiménez, que interpreta Esqueleto, um morador de rua que se torna parceiro de luta de Nacho. Não há uma cena dos dois juntos que não tenha graça, os dois são cômicos do começo ao fim. Quando achamos que já é tempo da dupla ganhar uma no ringue, eles se ferram de novo. Aliás, as lutas são o que há de melhor no filme. Todas engraçadíssimas. Você já imaginou alguma vez uma dupla de anões canibais praticando luta-livre? Pois é, em Nacho Libre isso acontece. A luta final também merece ser conferida. Diversão garantida. Todos os personagens possuem uma relação de amor e ridicularização, desde o inglês que Nacho fala errado, com sotaque espanhol, até o pequeno Chancho (Darius Rose), garoto que vive no orfanato do monastério e que não demora a virar um mini-herói também.

Claro que tudo isso tem relação direta com o estilo do diretor Jared Hess. Muitos cineastas exploram estereótipos para fazer graça. Jared faz isso ao extremo. As minorias, os marginalizados, disprivilegiados são tratados ao mesmo tempo com escárnio e com carinho. Tanto que durante o filme o espectador aprende a adorar Esqueleto, de tanto que o personagem "sofre" ao longo da história.

Nacho Libre contém todos os elementos que uma boa comédia deve ter: roteiro inteligente e inovador, piadas criativas – não apelativas, bom texto e ótimas interpretações. É um filme cativante. Por causa de Jack Black meu gosto por comédias mudou e por causa de Nacho Libre digo que ele definitivamente mudou.


8 PIPOCAS!


Ficha técnica

Nacho Libre
– EUA, 2006 – 92 min.

Direção:
Jared Hess

Roteiro:
Jared Hess, Jerusha Hess, Mike White

Elenco:
Jack Black, Ana de la Reguera, Héctor Jiménez, Darius Rose, Moises Arias, Eduardo Gómez, Rafael Montalvo, Julio Sandoval, Enrique Muñoz, Carla Jimenez, Agustín Rey, Troy Gentile, Peter Stormare

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Diário dos Mortos

Eu adoro zumbis, não sei ao certo o porque, mas eu os adoro. Se o mundo for realmente acabar, espero que ele acabe em um Apocalipse Zumbi, pelo menos vai ser mais divertido. E não a nada melhor do que o cinema para representá-los, nos ajudar a ter a sensação de como seria ver um zumbi de verdade, pena que existem poucos filmes realmente bons para isso. Quando Diário dos Mortos foi anunciado, me enchi de esperanças, pois, além da ideia, ele seria dirigido pelo mestre George A. Romero, responsável direto pela popularização dos zumbis no cinema, autor de clássicos como A Noite dos Mortos-Vivos (Night of the Living Dead, 1968) e Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead, 1978), mas de clássico esse filme não tem nada. Em nenhum sentido.

A trama conta a história de um grupo de universitários que resolve fazer um filme de terror em uma floresta. Quando menos esperam, são surpreendidos por notícias que os mortos estão voltando à vida. Pensando em criar algo real, os estudantes resolvem usar os mortos-vivos no projeto. A premissa da história é boa, mas infelizmente, nada aqui é bom.

O filme todo é feito com a técnica "câmera de mão", mesmo tendo diversos títulos com essa ideia, eu achava que seria possível criar uma boa atmosfera de terror dentro do universo zumbi, mas isso não acontece. Tudo é muito perfeito! Em certos momentos, chega até ser ridículo. Nada transmite a sensação de amadorismo que a técnica propõe, então pra que usá-la?

Os zumbis decepcionam. Nem os grunidos característicos que imortalizaram o cinema eles fazem. Sei que nos filmes de Romero, eles são mais uma presença do que o objetivo principal, mas bem caracterizados, fazem sim a diferença. E não há uma sequência realmente assustadora durante o filme inteiro, não fiquei com a sensação de ser perseguido por um morto-vivo. Até os zumbis da comédia Zumbilândia são mais assustadores. E não é esse o objetivo principal de um filme de terror? Fazer você sentir medo?

Não há nenhum ator que mereça um comentário positivo. Todos são ruins. Tudo bem que são jovens e com pouca experiência, mas isso não serve como desculpa. Com atuações fracas, não transmitem em nenhum momento a sensação de angústia, dor, sofrimento e desespero que qualquer um sentiria estando na posição dos personagens. As histórias em quadrinhos Os Mortos-Vivos (The Walking Dead), do roteirista Robert Kirkman, nos transmitem muito mais emoção e sentimento do que qualquer diálogo de Diário dos Mortos, aliás, quem gosta desse universo, deve obrigatoriamente ler Os Mortos-Vivos.

A grande ideia do filme, mostrar uma invasão zumbi nos dias de hoje, com todas as facilidades e tecnologias disponíveis, receber informações em tempo real e tudo mais, é promissora, mas se torna totalmente desinteressante e sem sentido. Decepção do começo ao fim. Espero que o grande George A. Romero, volte a fazer os seus clássicos que o consagrou como o pai do estilo Zombie Movie.

Se um dia você ver um zumbi, fuja! Se um dia você for assistir Diário dos Mortos, fuja mais depressa ainda!

1 PIPOCA!
Ficha técnica

Diary of the Dead
– EUA, 2007 – 95 min.

Direção:
George A. Romero

Roteiro: George A. Romero

Elenco: Nick Alachiotis, Matt Birman, George Buza, Joshua Close, Christopher Cordell, Wes Craven, Laura DeCarteret

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Thor

Antes de qualquer coisa, quero dizer que sou um fã incondicional de histórias em quadrinhos, principalmente de super-heróis da Marvel Comics, então, fica de aviso que essa crítica vai ser bem rigorosa, afinal, fã que é fã deve sempre exigir o máximo quando seus personagens favoritos são adaptados para qualquer tipo de mídia. Resumindo, vou analisar o filme não apenas como um telespectador, e sim como um fã chato de carteirinha.

Todos os filmes de super-heróis da Marvel que existem até hoje, foram adaptados por diversos estúdios, por exemplo: X-Men pertence a 20th Century Fox, já o Homem-Aranha pertence a Sony, ela vende os direitos de adaptação e "perde" o direito de controlar o que fazem com suas obras. Porém, isso mudou. Em 2008 o Marvel Studios lança seu primeiro filme, o Homem de Ferro. Com a resposta positiva, tanto da crítica, quanto do público, ela decide seguir em frente, fazendo as suas próprias adaptações cinematográficas. Na sequência do ano foi lançado O Incrível Hulk, e em 2010, Homem de Ferro 2. E nesse ano, ela lança a sua quarta adaptação, Thor.

Thor foi criado por Stan Lee e Jack Kirby em 1962, e desde o início mostrou-se ser um personagem carismático, que conquistou um grande número de leitores. Os traços firmes e marcantes de Kirby, com a narrativa empolgante e instigante de Stan, garantiram a permanência desse herói nas bancas de revistas, iniciando uma tradição que já dura quase 50 anos. Logicamente que um personagem com tantos anos de sucesso, seria uma opção para se realizar um filme.


Em Thor, conhecemos os asgardianos, seres imortais de outra dimensão, confundidos pelos vikings com deuses, iniciando a mitologia nórdica. Thor (Chris Hemsworth) é um príncipe desse povo, um jovem impetuoso e orgulhoso, cujas ações desencadeiam uma nova guerra contra os Gigantes do Gelo, liderados pelo rei Laufey (Colm Feore). Banido para a Terra pelo seu pai Odin (Anthony Hopkins), ele precisa aprender lições de humildade se quiser se tornar digno de brandir novamente sua arma, o martelo Mjolnir, e com ele, seu poder imortal.

O filme deve ser analisado em dois aspectos: o primeiro é a parte da história que se passa em Asgard, a cidade dourada. Os cenários ficaram ótimos, é uma riqueza de detalhes e uma fotografia que impressionam. Os figurinos, armamentos, as cores, e os diálogos que acontecem lá são de encher os olhos. É claro que teve algumas adaptações em relação aos quadrinhos, principalmente a Ponte do Arco-Íris, mas conseguiram transmitir muito bem tudo aquilo que representa a cidade dos deuses. O segundo aspecto é a parte que se passa na Terra. Após ser banido, Thor encontra acidentalmente o núcleo formado por Jane Foster (Natalie Portman), Doutor Selving (Stellan Skarsgard) e Darcy (Kat Dennings). A necessidade de tornar a trama mais aceitável ao grande público, obriga o roteiro a trazer situações e relações mais próximas da realidade do espectador. E isso faz com que a qualidade da história caia. Situações forçadas, um humor em certas cenas desnecessário e um romance entre Thor e Jane incompreensível, afinal, basta uma conversinha na beira da fogueira para os dois se apaixonarem, e um virar o grande amor da vida do outro? E senti falta também, de uma grande demonstração do poder de Thor, afinal, ele é um Deus do Trovão! Um dos personagens mais fortes do universo Marvel.

Eu achava que Chris Hemsworth não daria conta de interpretar Thor, mas me enganei. Talvez ele não tenha ficado tão bom quanto Hugh Jackman interpretando Wolverine, mas deu conta do recado. Na cena onde discute com Odin, nos deixa claro o lado arrogante e prepotente de Thor. Mas, indiscutivelmente Anthony Hopkins e Tom Hiddleston (Loki) são os atores que merecem destaque. Hopkins como Odin, nos transmite toda a nobreza do personagem, e Tom caiu como uma luva para o papel de Loki, me convenceu do começo ao fim. Diria até que sem ele, o filme não seria o mesmo. Agora, o que realmente me impressinou foram os Gigantes de Gelo, e o Destruidor, ficaram perfeitos! A Marvel se preocupou demais em deixá-los bem fiéis aos quadrinhos, e isso me agradou muito. A melhor caracterização de vilões que o Marvel Studios realizou, sem dúvidas.

Thor serve para nos apresentar o lado fantasioso do universo Marvel, pois até então, só conhecíamos o lado baseado na ciência. Além de continuar o link entre os personagens e filmes, afinal é o grande diferencial da Marvel, personagens que se encontram, que fazem parte do mesmo universo. Já aguardo ansiosamente por Capitão América – O Primeiro Vingador, e ano que vem, Os Vingadores (filme que reunirá Hulk, Homem de Ferro, Thor e Capitão América), e aqui fica uma dica: assistam a cena após os créditos, pois ela nos dá uma ideia do que podemos esperar para Os Vingadores.


7 PIPOCAS!



Ficha técnica

Thor – EUA, 2011 – 114 min.

Direção: Kenneth Branagh

Roteiro: J. Michael Straczynski, Mark Protosevich

Elenco: Natalie Portman, Chris Hemsworth, Anthony Hopkins, Ray Stevenson, Kat Dennings, Stellan Skarsgard, Idris Elba, Tom Hiddleston, Rene Russo, Jaimie Alexander, Colm Feore, Clark Gregg, Tadanobu Asano, Jeremy Renner


SESSÃO SPOILERS!

Durante o filme acontece uma participação especial de Clint Barton, o Gavião Arqueiro. Ele não aparece de uniforme, mas chega a quase usar o arco. Você sabe que ele é o Gavião, pois seu nome é dito por um agente da SHIELD. Fica claro que ele vai ser um personagem aproveitado em outro filme. Agora vou descrever a cena pós-créditos: o professor Erik Selving, é convidado a entrar numa instalação da SHIELD, onde ele encontra Nick Fury (Samuel L. Jackson). Ele então diz a Selving que a SHIELD fez novas descobertas referentes às dimensões paralelas. Fury abre diante do professor uma maleta de metal, que contém, segundo ele, "uma fonte infinita de poder" que querem aprender a controlar, e revela o Cubo Cósmico! E um reflexo no vidro, ao lado do professor, revela que na verdade ele está sendo manipulado por Loki.