sexta-feira, 29 de abril de 2011

A Cela

Nesse feriado eu aproveitei para assistir alguns filmes. Porém, apenas um merece ser citado aqui, A Cela. Confesso que tinha um preconceito contra esse filme, por se tratar de um filme com Jennifer Lopez. Ela pode ser uma ótima cantora e dançarina, mas não me convence como atriz. Logo, por causa desse preconceito bobo, perdi a chance de ter assistido A Cela no cinema, pois valeria muito a pena.

Carl Stargher (Vicent D'Onofrio) é um serial killer com distúrbios psicológicos que o levaram a construir uma cela, uma câmara de vidro onde tortura mulheres inocentes, preparando-as para um sádico ritual fetichista. Quando o FBI o encontra em seu esconderijo, o assassino está em coma profundo e o agente Peter Novak (Vince Vaughn) ainda precisa localizar a última vítima, sequestrada há poucas horas. A única chance de salvá-la é pedir ajuda à Doutora Deane (Jennifer Lopez), jovem psiquiatra que trabalha em um novo método de tratamento. Com a ajuda de alucinógenos e tecnologia, Deane entra na mente dos pacientes para ajudá-los. Basta saber se a Doutora aceitará o perigoso desafio de entrar na mente doentia de um assassino, sabendo que pode não sobreviver ao processo.

A Cela é um filme envolvente, cujo o visual passa de cenários oníricos e tranquilos, a cenários pertubadores e surreais. Toda parte ambientada fora da mente do Carl, lembra muito o filme Seven – Os Sete Crimes Capitais, com a boa atuação de Vince Vaughn (acho que esse é o único papel sério que eu vi ele fazendo), a história te prende, você fica com vontade de saber qual vai ser o desfecho da trama. Jennifer Lopez não compromete, mas também não se destaca. A sua personagem tem um papel importante, principalmente na conclusão da história, mas mesmo assim ela não merece ser lembrada com mais afinco. Já o Vicent D'Onofrio merece, e merece muito. Com toda a certeza ele é o destaque do filme. Com uma brilhante atuação, ele caracteriza o seu personagem de uma forma empolgante, tanto fora da sua mente, quanto dentro dela. Chego a compará-lo com Hannibal Lecter, do filme Silêncio dos Inocentes. Em certos momentos, a sua atuação chega a ser pertubadora.

A fotografia em relação a cenas que se passam dentro da mente doentia de Stargher é linda, tudo é muito colorido e surreal, Salvador Dalí ficaria orgulhoso. Os excelentes figuros de Eiko Ishioka também seguem essa linha, e se completam de uma forma perfeita. Os cenários criados e as personagens são bizarros, todos os detalhes sujos, feios e estranhos, se juntam com cortes de câmera bruscos, ângulos e movimentos completamente inusitados. Referências à arte, é o que não faltam.

Comparações com outros thrillers são inevitáveis, mas A Cela prova, que mesmo utilizando de tantas referências, ainda é possível criar algo original. É um filme obrigatório aos amantes do gênero. Ah, e não façam como eu, não julguem um filme pela capa.



8 PIPOCAS!


Ficha técnica

The Cell – EUA – 113 min.

Direção: Tarsem Singh

Roteiro: Mark Protosevich

Elenco: Vince Vaughn, Jennifer Lopez, Vincent D'Onofrio, Dilan Baker, Jake Weber, Marianne Jean-Baptiste

2 comentários:

Fil disse...

Um dos meus filmes preferidos, mais pelo visual do que pela história em si. Toda a fotografia, figurino e direção de arte são excelentes.

Thiago Sakowski disse...

Olá, Fil! Concordo com você, esse filme me surpreendeu muito, principalmente por todos os aspectos que você citou. Valeu pela visita e comentário!